Há muito o escuro me tirava a paz.
O medo me tomava por assalto.
Cobria-me com o cobertor como se aquilo fosse meu escudo.
Era como se em cada brecha daquela velha casa monstros
espreitavam para me pegar.
Fantasia da mente de uma criança.
Ontem que na verdade é hoje, não via a hora de escurecer.
As manhãs tem se transformado num filme de terror.
Essa casa tão velha dentro de mim, tem cômodos
que eu nem mesmo conhecia.
Engraçado como em pouco tempo a tal casa começou cair
em pedaços.
A diferença é que não há um lugar simples assim para fugir.
Estou pronto para correr, mas sem um destino para seguir.
Venha, veja você aqui dentro.
Sinta-se a vontade.
Sente-se onde quiser
Destrua-me enquanto puder.
Mas por favor, apague a luz quando sair.
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